{"id":535,"date":"2017-02-15T15:07:00","date_gmt":"2017-02-15T15:07:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sigasc.lutafob.org\/?p=535"},"modified":"2023-02-07T15:11:41","modified_gmt":"2023-02-07T15:11:41","slug":"combater-a-tutela-e-construir-a-autonomia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sigasc.lutafob.org\/?p=535","title":{"rendered":"Combater a tutela e construir a autonomia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>*Carta de ades\u00e3o do N\u00f3s Por N\u00f3s (NPN) \u00e0 Rede estudantil Classista e Combativa (RECC)<\/em><br><em>Florian\u00f3polis, janeiro de 2017<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Esta carta tem o objetivo de solicitar publicamente a filia\u00e7\u00e3o do <em>N\u00f3s Por N\u00f3s<\/em> (NPN \u2013 UFSC) \u00e0 <em>Rede Estudantil Classista e Combativa<\/em> (RECC), integrante do <em>F\u00f3rum de Oposi\u00e7\u00f5es pela Base<\/em> (FOB). Desde a funda\u00e7\u00e3o de nosso coletivo, no final de 2015,&nbsp;viemos colaborando com a difus\u00e3o das an\u00e1lises da RECC\/FOB enquanto comit\u00ea de propaganda, al\u00e9m de aplicar sua linha pol\u00edtica em nosso local de atua\u00e7\u00e3o. O avan\u00e7o pol\u00edtico-organizacional da milit\u00e2ncia do coletivo proporcionou condi\u00e7\u00f5es e reafirmou a necessidade de nos engajarmos em um projeto de movimento estudantil classista e aut\u00f4nomo de abrang\u00eancia nacional. E para n\u00f3s, desde o in\u00edcio, esse projeto se materializa na constru\u00e7\u00e3o da RECC\/FOB.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quem Somos?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O N\u00f3s Por N\u00f3s (NPN) \u00e9 uma agrupa\u00e7\u00e3o estudantil formada por estudantes de diferentes cursos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Surgido em outubro de 2015, inicialmente utiliz\u00e1vamos o nome provis\u00f3rio de <em>Constru\u00e7\u00e3o Classista e Combativa<\/em>, adotando a nomenclatura atual a partir de mar\u00e7o de 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>O surgimento do NPN vem da necessidade de uma alternativa dentro do movimento estudantil da UFSC que incorpore em sua pr\u00e1tica uma concep\u00e7\u00e3o <em>classista<\/em> e <em>combativa<\/em>, rompendo os muros da universidade para somar for\u00e7as ao lado do povo na guerra de classes. Esta necessidade iniciou-se principalmente nos processos de mobiliza\u00e7\u00e3o e luta por assist\u00eancia\/perman\u00eancia estudantil e contra a implanta\u00e7\u00e3o da EBSERH (Empresa Brasileira de Servi\u00e7os Hospitalares) que se deram na UFSC no ano de 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, a atua\u00e7\u00e3o se desenvolveu focada na luta pela perman\u00eancia estudantil e em quest\u00f5es ligadas aos estudantes negros. Hoje, mesmo mantendo nossa atua\u00e7\u00e3o profundamente ligada a essas duas frentes de lutas, a pr\u00f3pria din\u00e2mica da ofensiva capitalista contra a educa\u00e7\u00e3o e a classe trabalhadora nos obrigou a ampliar nossa atua\u00e7\u00e3o, devido ao aprofundamento dos ataques, e tamb\u00e9m porque as lutas de resist\u00eancia est\u00e3o interligadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Trilhamos nosso caminho sem rabo-preso com partidos eleitorais, burocracias sindicais e\/ou estudantis e hoje possu\u00edmos uma&nbsp;milit\u00e2ncia espalhada por diversos centros de ensino da UFSC, com alcance a n\u00edvel de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de uma atua\u00e7\u00e3o em diversas lutas, sem nunca perder o foco nas demandas dos estudantes filhos e filhas da classe trabalhadora.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que queremos?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Entendemos que hoje, mais do que nunca, se faz necess\u00e1rio a constru\u00e7\u00e3o de uma alternativa classista, combativa e aut\u00f4noma para o movimento estudantil brasileiro, que atrav\u00e9s do classismo una trabalhadores e estudantes (m\u00e3o de obra em forma\u00e7\u00e3o) contra a ofensiva capitalista, que atrav\u00e9s da combatividade rompa com os atos festivos da esquerda reformista e que, disseminando a autonomia, supere a tutela das burocracias partid\u00e1rias\/sindicais\/estudantis.<\/p>\n\n\n\n<p>Vivemos um momento em que a retomada dos m\u00e9todos radicalizados de luta e cria\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias aut\u00f4nomas coexistem com tentativas&nbsp;de retomada da tutela dos movimentos por parte da socialdemocracia, al\u00e9m de intensos ataques aos direitos por parte do Estado. A radicaliza\u00e7\u00e3o e os m\u00e9todos aut\u00f4nomos de organiza\u00e7\u00e3o e luta t\u00eam esbarrado na crise organizacional \u2013 a n\u00edvel sindical, estudantil e popular \u2013 em que a classe trabalhadora se encontra. Portanto, se faz urgente levar a cabo a tarefa de desorganizar as burocracias e contribuir para a organiza\u00e7\u00e3o das bases.<\/p>\n\n\n\n<p>Para compreender o motivo de tal crise de organiza\u00e7\u00e3o, basta olharmos para os mais de 30 anos de tutela socialdemocrata sobre os instrumentos de luta da classe trabalhadora, l\u00f3gica que come\u00e7a a ser alterada de forma expressiva com o advento das jornadas de junho de 2013, como ressaltamos em nosso boletim n\u00ba3, de outubro de 2016:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cAs &nbsp;jornadas &nbsp;de &nbsp;junho &nbsp;de &nbsp;2013 &nbsp;e &nbsp;o &nbsp;movimento &nbsp;secundarista &nbsp;que &nbsp;ocupou diversas escolas pelo pa\u00eds significaram uma ruptura pr\u00e1tica com d\u00e9cadas de monop\u00f3lio social-democrata sob &nbsp;o &nbsp;destino &nbsp;da &nbsp;luta &nbsp;dos &nbsp;trabalhadores &nbsp;e &nbsp;estudantes &nbsp;no &nbsp;Brasil. Al\u00e9m desses movimentos que ganharam destaque midi\u00e1tico tivemos v\u00e1rias greves em que &nbsp;as &nbsp;bases &nbsp;se &nbsp;rebelaram &nbsp;contra suas &nbsp;dire\u00e7\u00f5es &nbsp;sindicais &nbsp;(majoritariamente &nbsp;dirigidas por &nbsp;partidos &nbsp;eleitorais), &nbsp;entre &nbsp;elas &nbsp;obtiveram &nbsp;maior &nbsp;visibilidade a &nbsp;dos &nbsp;professores &nbsp;do estado &nbsp;do &nbsp;Rio &nbsp;de &nbsp;Janeiro, a &nbsp;dos &nbsp;Garis &nbsp;cariocas &nbsp;e &nbsp;at\u00e9 &nbsp;mesmo &nbsp;a &nbsp;dos &nbsp;oper\u00e1rios &nbsp;de &nbsp;Jirau que ocorreu anteriormente ao \u2018boom\u2019 de 2013, j\u00e1 anunciando o decl\u00ednio do monop\u00f3lio da &nbsp;tutela &nbsp;social-democrata. &nbsp;Pode-se afirmar que pela primeira vez&nbsp;no Brasil, ap\u00f3s&nbsp;o movimento&nbsp;oper\u00e1rio do in\u00edcio do s\u00e9culo XX, temos movimentos (massificados e generalizados pelo pa\u00eds) n\u00e3o subordinados a um projeto pol\u00edtico eleitoral, burocracias partid\u00e1rias, sindicais e estudantis.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A nosso ver, no movimento estudantil a crise de organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 profunda, fruto de uma pr\u00e1tica viciada de suas dire\u00e7\u00f5es, que se limita a conquista e burocratiza\u00e7\u00e3o de entidades. Essa linha \u00e9 capitaneada pela UNE, cuja atua\u00e7\u00e3o \u00e9 marcada por um longo hist\u00f3rico de colabora\u00e7\u00e3o de classes e trai\u00e7\u00e3o das lutas estudantis, possuindo em sua hist\u00f3ria um \u00fanico e breve per\u00edodo de combatividade e desburocratiza\u00e7\u00e3o entre 1964-1968 (sob influ\u00eancia de setores guerrilheiros), hoje ela cumpre o duplo papel de blindagem\/promo\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica dos partidos que a hegemonizam (PT e PCdoB) e de forma\u00e7\u00e3o de parlamentares (Lindbergh Farias, Jos\u00e9 Dirceu, Carina Vitral, etc).<\/p>\n\n\n\n<p>Analisando hoje as organiza\u00e7\u00f5es estudantis pelo pa\u00eds, das mais moderadas \u00e0s que dizem fazer oposi\u00e7\u00e3o a UNE (como a ANEL), podemos constatar que todas seguem a cartilha do parlamentarismo estudantil fundado pela UNE: s\u00e3o bra\u00e7os pol\u00edticos\/eleitorais de algum partido, possuem como centralidade a conquista de entidades representativas (CA\u2019s, gr\u00eamios e DCE\u2019s) e utilizam o movimento estudantil como trampolim para suas futuras candidaturas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na contram\u00e3o do parlamentarismo estudantil, reafirmamos nosso compromisso de constru\u00e7\u00e3o pela base, como j\u00e1 expressamos em nosso boletim n\u00ba2, de abril de 2016:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cAo contr\u00e1rio das burocracias estudantis, que gastam for\u00e7a defendendo o governo ou pedindo elei\u00e7\u00f5es gerais, entendemos que a tarefa do momento \u00e9 reorganizarmos o movimento estudantil pela base, a partir do levantamento dos problemas que atingem nossas salas de aula e turmas. Em seguida, unificarmos nossas reivindica\u00e7\u00f5es com as das outras turmas de nosso respectivo centro de ensino para, a partir dessa uni\u00e3o, pressionarmos as dire\u00e7\u00f5es de centro at\u00e9 conquistarmos desde bebedouros que funcionem at\u00e9 que elas corram atr\u00e1s de verba para constru\u00e7\u00e3o de novos laborat\u00f3rios em nossos centros. A luta, por\u00e9m, n\u00e3o deve parar em nossos&nbsp; &nbsp;centros. A pr\u00f3xima tarefa deve ser a unifica\u00e7\u00e3o de nossas for\u00e7as e reivindica\u00e7\u00f5es: turma com turma, curso com curso, centro com centro, universidade com universidade e estudantes universit\u00e1rios com trabalhadores e movimentos sociais.&nbsp; Assim obteremos for\u00e7a para&nbsp;&nbsp; pressionar dire\u00e7\u00f5es de centro, reitorias, Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, monop\u00f3lios empresariais e governos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Somos convictos de que pol\u00edtica classista n\u00e3o se faz de forma simplista, se resumindo em apoiar ou votar em X ou Y, mas sim de que fazer pol\u00edtica \u00e9 lutarmos n\u00f3s por n\u00f3s mesmos. Ou seja, construir um projeto de poder de baixo para cima, da periferia para o centro, do local para o nacional, do bebedouro para a resist\u00eancia contra o Plano Nacional da Educa\u00e7\u00e3o e o ajuste fiscal do Governo Federal. A partir deste princ\u00edpio de constru\u00e7\u00e3o pela base, devemos organizar grupos de a\u00e7\u00e3o em nossas turmas e centros acad\u00eamicos para cobrar a solu\u00e7\u00e3o imediata de problemas espec\u00edficos (falta de papel, bebedouros, etc.) sempre os interligando \u00e0 quest\u00e3o local e nacional, que hoje se traduz economicamente no ajuste fiscal e politicamente nessa&nbsp;&nbsp; polariza\u00e7\u00e3o fantasiosa entre os projetos pol\u00edticos da direita e da esquerda reformista.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Com a finalidade de avan\u00e7armos politicamente e nos filiarmos a RECC\/FOB, o N\u00f3s Por N\u00f3s deixa de ser um coletivo e se transforma em uma <em>Oposi\u00e7\u00e3o ao Parlamentarismo Estudantil na UFSC, <\/em>tendo como um dos seus principais objetivos a reorganiza\u00e7\u00e3o do movimento estudantil combativo pela base.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quais s\u00e3o nossos princ\u00edpios?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Ao fazer a escolha de nadar contra a mar\u00e9 reformista no movimento estudantil oficial, assumimos os princ\u00edpios defendidos pela RECC\/FOB:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CLASSISMO:<\/strong> Significa que entendemos que a sociedade \u00e9 dividida em classes, uma exploradora (burguesa) e outra explorada (trabalhadora) e que n\u00f3s, enquanto m\u00e3o-de-obra em forma\u00e7\u00e3o (estudantes), pertencemos \u00e0 classe trabalhadora. Por isso, defendemos que s\u00f3 a uni\u00e3o entre trabalhadores e estudantes do campo e da cidade poder\u00e1 derrubar o capital e sua sociedade de classes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>COMBATIVIDADE<\/strong><strong>:<\/strong> Para n\u00f3s, os pr\u00f3prios estudantes e trabalhadores devem protagonizar suas lutas, enfrentando seus problemas atrav\u00e9s de protestos, greves, piquetes, ocupa\u00e7\u00f5es, bloqueio de vias p\u00fablicas, organizando assembleias, etc., mesmo sem o aval das dire\u00e7\u00f5es das entidades representativas ou de representa\u00e7\u00e3o parlamentar, assumindo a a\u00e7\u00e3o direta como instrumento para defesa de seus interesses enquanto classe ou categoria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>INDEPEND\u00caNCIA:<\/strong> Para sair desse mar de lama \u00e9 vital n\u00e3o ter comprometimento financeiro e\/ou pol\u00edtico com governos, empresas, partidos e\/ou personalidades. Acreditamos que coletivos, oposi\u00e7\u00f5es e movimentos devem ser autossuficientes e autogeridos pelos pr\u00f3prios indiv\u00edduos associados. Al\u00e9m disso, a autonomia contribui para a n\u00e3o reprodu\u00e7\u00e3o do germe do parlamentarismo estudantil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ANTIGOVERNISMO:<\/strong> Consideramos essencial manter a autonomia frente aos governos, mesmo os ditos de \u201cesquerda\u201d. Nosso compromisso \u00e9 com a classe trabalhadora (da qual fazemos parte) e n\u00e3o com um governo Y ou Z. Para al\u00e9m disso, ser antigovernista significa romper a l\u00f3gica de subordinar a atua\u00e7\u00e3o \u00e0s pol\u00edticas de governo e combater os defensores\/reprodutores da pol\u00edtica parlamentar no interior do movimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>DEMOCRACIA DE BASE:<\/strong> Defendemos que as decis\u00f5es devem tomadas de baixo para cima, e n\u00e3o o contr\u00e1rio. Significa que os interesses da categoria ou movimento devem ser decididos em assembleia, com direito a voz e voto a todos os envolvidos, e n\u00e3o nos gabinetes das dire\u00e7\u00f5es das entidades ou em reuni\u00f5es de c\u00fapula com representantes de correntes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>INTERNACIONALISMO: <\/strong>Nosso projeto de reorganiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora n\u00e3o conhece fronteiras ou p\u00e1tria. Em todo o mundo, os explorados e oprimidos constituem uma s\u00f3 classe e, portanto, devem combater juntos nas mesmas trincheiras, estejam onde estiverem, unidos pela solidariedade de classe.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Somar for\u00e7as para combater a tutela e construir a Autonomia<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Os movimentos sociais no Brasil est\u00e3o h\u00e1 d\u00e9cadas dominados e paralisados pela pol\u00edtica reformista e conciliadora dos partidos eleitorais. Os 13 anos de governo do PT serviram para que boa parte do povo em luta aprendesse que eleger um oper\u00e1rio ou uma ex-guerrilheira n\u00e3o muda nada e que s\u00f3 a luta independente e combativa garante vit\u00f3rias reais para classe trabalhadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Para recolocar o movimento estudantil como ferramenta \u00fatil na luta de classes, \u00e9 preciso combater a tutela imposta pelo parlamentarismo estudantil como primeira tarefa para a constru\u00e7\u00e3o de um novo movimento estudantil que resgate do passado somente o legado combativo e revolucion\u00e1rio da classe trabalhadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, se faz necess\u00e1rio unificar na luta diversos setores da classe, ao inv\u00e9s de reproduzir a l\u00f3gica fracionista promovida pelo sistema capitalista, pelo Estado e pela socialdemocracia. A ruptura com o corporativismo se d\u00e1 na unifica\u00e7\u00e3o a partir da organiza\u00e7\u00e3o de base de estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o e trabalhadores efetivos e terceirizados. Entendemos que para lutar enquanto classe, a organiza\u00e7\u00e3o deve ser plural assim como \u00e9 a classe trabalhadora e, devido a isso, n\u00e3o fazemos recorte ideol\u00f3gico (anarquista ou comunista), religioso, sexista, de g\u00eanero ou ra\u00e7a. Trata-se de um princ\u00edpio fundante da tradi\u00e7\u00e3o socialista de tipo sindicalista revolucion\u00e1ria resgatada no Brasil pelas oposi\u00e7\u00f5es aderentes ao FOB.<\/p>\n\n\n\n<p>Cientes de que a luta ser\u00e1 longa e \u00e1rdua, queremos somar for\u00e7as com a Rede Estudantil Classista e Combativa e o F\u00f3rum de Oposi\u00e7\u00f5es pela Base para a constru\u00e7\u00e3o de uma alternativa classista, combativa e aut\u00f4noma para classe trabalhadora.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><strong>IR AO COMBATE SEM TEMER, OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<h3 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><strong>VIVA A REDE ESTUDANTIL CLASSISTA E COMBATIVA!<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<h3 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><strong>VIVA O F\u00d3RUM DE OPOSI\u00c7\u00d5ES PELA BASE!<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<h3 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><strong>VIVA A LUTA DO POVO!<\/strong><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Carta de ades\u00e3o do N\u00f3s Por N\u00f3s (NPN) \u00e0 Rede estudantil Classista e Combativa (RECC)Florian\u00f3polis,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[30],"tags":[103],"class_list":["post-535","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-estudantil","tag-recc","two-columns"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sigasc.lutafob.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/535","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sigasc.lutafob.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sigasc.lutafob.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sigasc.lutafob.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sigasc.lutafob.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=535"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sigasc.lutafob.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/535\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":536,"href":"https:\/\/sigasc.lutafob.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/535\/revisions\/536"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sigasc.lutafob.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=535"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sigasc.lutafob.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=535"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sigasc.lutafob.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=535"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}